Eu posso não ter a pior cólica do mundo, mas isso nunca vai significar que ela seja boa. Ela está prestes a deixar de existir (ou talvez apenas amenizar bastante) e isso me alegre e renova minha vontade viver. Vivo por esse momento - até quando? Não sei. Mas a maior consideração sobre mim mesma, de mim, para mim, é que eu desejo acho que eu nunca achei que desejava - ou talvez, eu nunca tenha me permitido pensar que desejava isso. Eu desejo reconhecimento. Eu desejo que as pessoas me reconheçam, me valorizem, me admirem. De alguma forma, desejo que as pessoas gostem de mim, se lembrem de mim, queiram saber de mim. E eu nunca achei que eu desejasse isso, mas eu percebo que eu desejo. E eu não quero desejar isso. Mas primeiro eu preciso reconhecer que eu desejo isso. Esse é o primeiro passo. A partir daí, eu reconheço que eu cobiço e invejo quem tem o que eu desejo. Se alguém tem esse reconhecimento, essa valorização, essa admiração, eu me pergunto: por que ele tem? Por que eu...